A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG) tem intensificado o acompanhamento das ações de recuperação ambiental do Rio Paraopeba, combinando monitoramento técnico contínuo com vistorias em campo realizadas pelas equipes do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema). As iniciativas seguem as diretrizes do Acordo Judicial de Reparação Integral (AJRI), firmado em fevereiro de 2021, com foco na restauração ambiental e na melhoria da qualidade de vida das populações atingidas.
As visitas técnicas às áreas impactadas permitem avaliar de perto a execução das ações, como intervenções intracalha, dragagem e recuperação de trechos já estabilizados, além de compreender a dinâmica do rio e os desafios operacionais envolvidos no processo de reparação. Esse trabalho em campo complementa o acompanhamento técnico realizado de forma permanente pelos órgãos ambientais.
De acordo com o subsecretário de Gestão Ambiental da Semad, Renato Brandão, o acompanhamento envolve diferentes frentes de atuação. “Acompanhamos todas as ações de reconformação da calha e reflorestamento. Também acompanhamos a dragagem, que já abarcou três quilômetros, com previsão de chegar até os seis quilômetros em outubro do ano de 2027 conforme Cronograma Geral Integrado (CGI) do rio Paraopeba”, destacou.
As ações integram o Plano de Reparação Socioambiental (PRSA), que orienta tecnicamente a recuperação da bacia, contemplando medidas de remediação, restauração e monitoramento dos impactos.
O acompanhamento ocorre de forma contínua, envolvendo auditoria independente, análise técnica dos órgãos ambientais e validação pelos compromitentes. Esse fluxo garante que cada plano ou programa executado passe por avaliação criteriosa antes de sua aprovação ou readequação.
Entre os avanços já registrados, destacam-se as ações de recuperação ambiental em áreas diretamente impactadas. Na bacia do ribeirão Ferro-Carvão, por exemplo, um dado importante é o avanço no manejo de rejeitos, com a remoção de 100% do total de 12,2 milhões de metros cúbicos.
O monitoramento ambiental é uma das principais frentes desse acompanhamento. Programas específicos avaliam continuamente a qualidade da água, dos sedimentos e dos ecossistemas aquáticos, com redes que incluem dezenas de pontos de coleta e estações telemétricas que transmitem dados em tempo real. Essas informações subsidiam decisões técnicas e permitem identificar tendências e a necessidade de ajustes nas ações implementadas.
Além disso, o Plano de Reparação contempla dezenas de programas e projetos voltados à recuperação da biodiversidade, controle de processos erosivos, reconstituição de cursos d’água e monitoramento hidrológico. Parte dessas iniciativas já está em execução, garantindo maior agilidade na resposta aos impactos.
Para o secretário de Estado da Semad-MG, Lyssandro Norton, o acompanhamento permanente, tanto técnico quanto em campo, é essencial para garantir resultados efetivos. “Com as ações reparatórias, nós ganhamos velocidade na retomada da qualidade de vida nas margens do Paraopeba. É um trabalho conjunto, que exige união do poder público e compromisso de quem executa”, destacou.
Segundo ele, a expectativa é de avanço contínuo nas ações de reparação. “A Semad não descansará até que seja plenamente restaurado o meio ambiente do Rio Paraopeba”, afirmou.
Em 2026, no âmbito do acompanhamento das ações de recuperação da Bacia do Ribeirão Ferro-Carvão, destaca-se a aprovação do Projeto Executivo do Remanso 3 – Setor 1. Com essa aprovação, foram liberados 36 hectares de área total para recuperação ambiental, dos quais 32,34 hectares são destinados ao restauro florestal, além da recuperação de 2,31 quilômetros de calhas de cursos d’água.
A previsão é de continuidade das ações com monitoramento permanente e revisões periódicas, garantindo a adaptação das estratégias e a efetividade da recuperação ambiental ao longo do tempo.
